Na pressa de postar a hashtag do momento, as pessoas esquecem de pensar


É sistemático e irracional. As pessoas engolem as informações da mídia, os trending topics levantados, as hashtags da moda, sem ao menos usarem a razão e realmente entender oque estão propagando.

Já disse o véio Olavo que no Brasil, a falta de clareza nas regras gera uma população insegura, de cabo a rabo de sua existência. O brasileiro é um povo inseguro simplesmente pelo fato de não saber oque deve ser feito, oque é correto e oque não é. É facilmente manipulado e todo o ensino estatal há décadas contribui para imbecilização em massa.

Animais de estimação da mídia, ou do sistema caso queira dar um nome mais generalizado, mesmo sabendo que a palavra “sistema” em si não defina exatamente oque é. Os rótulos, hashtags e palavras repetidamente mencionadas na mídia são mecanismos de controle das mentes ineptas e ansiosas que se quer acionam uma pausa mental para cruzar informações e gerar uma decisão convicta.

#Fiqueemcasa, #Blacklivematters, #forabozo, agradecimentos aos profissionais de saúde e uma imensidão de palavras de papagaio tomam conta das redes sociais, todos se sentem bem ao apoiarem uma causa “do bem”. Certo dia, cheguei a ler em um satus do whatsapp, a frase espalhada ao universo dizendo “seu silêncio é racismo”. Porra, então não da nem pra ficar quieto na minha que sou automaticamente definido como alguém terrível para a sociedade? O nível de estupidez dos repetidores de hashtag da moda é do tamanho da escravidão mental do sujeito, não não consegue ativar o desconfiômetro nem ativar o tico e o teco pra buscar algum significado verdadeiro em um estoque de palavras repetidas.

Eventualmente eu gosto de assistir lives de pessoas relevantes na esquerda para saber as pautas do momento. Percebe-se que há um modo de falar sistemático para muito mais que propagar, mas de fato dominar o debate cultural, repetindo e associando palavras e sequestrando seus significados históricos e fundamentais. Você já ouviu alguém do lado esquerdo da força falar em Bolsonaro sem inúmeros adjetivos que o transformem em algo pior que Hitler? É assim que eles fazem com tudo. Uma associação de palavras gera um complexo e toma aquela palavra que se transforma arma de guerra cultural.

Um discurso padrão de esquerdista sempre soa algo como: “Este presidente assassino, genocida, homofóbico que atua para um governo miliciano apoiando ditaduras e acabando com as mulheres negras…. “

Percebe que em uma longa frase, não se disse nada, apenas associou muitas palavras chave a um personagem ao qual eles buscam destruir a reputação. O mesmo acontece quando eles querem enaltecer os seus mecanismos, como fazem ao falar do grupo antifa, que destrói patrimônio e agride cidadão, causando imenso prejuízo. Eles destroem ruas inteiras, ateiam fogo, espancam pessoas inocentes, mas na mídia você vai ler e ouvir que são grupos democráticos que lutam contra algo impossível de definir, como por exemplo “desigualdades sociais” ou “capitalismo opressor” etc.

A prefeitura da minha cidade fez um post todo fofinho, cheio da foto de médicos e enfermeiros, agradecendo pelo trabalho dos profissionais de saúde, aquela demagogia toda. Nos comentários, as pessoas todas se emocionando, afinal, quem é que vai se opor contra profissionais que salvam VIDAS em plena pandemia?

Pois, bem, na minha cidade, assim como na maioria do Brasil, não houve nenhum colapso no sistema de saúde. Os leitos de enfermaria e UTIs tiveram capacidade menor do que em dias regulares sem pandemia. Ou seja, tiveram dias mais tranquilos do que o normal, receberam pra isso e fizeram não mais que a sua obrigação.

Enquanto isso, bares e restaurantes estão tendo que trabalhar até as 18h. Todo um complexo de pequenos empresários e trabalhadores do segmento, que vão de cozinheiros, garços, músicos, motoristas de aplicativo entre tantos outros profissionais que servem direta ou indiretamente estão sendo IMPEDIDOS DE TRABALHAR. Quem é que merece parabéns?

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